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07/12/2016 - 16:00:58
Postado por: Fernando Almeida

Estudo mostra que Usina da Foz do Chapecó altera vazão no Salto do Yucumã




Considerado uma das sete maravilhas do Estado, o Salto de Yucumã, no rio Uruguai, é a maior queda d’água longitudinal do mundo, mas a visualização pelos turistas está cada vez mais difícil, problema que preocupa os municípios das regiões Celeiro, Planalto Médio e também da província de Misiones, na Argentina. O tema foi amplamente debatido nesta terça-feira, na Comissão de Assuntos Municipais da Assembleia, por solicitação do deputado Eduardo Loureiro (PDT), que presidiu os trabalhos.
A situação vem desde 2005, quando começaram as operações na Usina da Foz do Chapecó, trazendo impactos na vazão do rio e praticamente inviabilizando que se enxergue, durante o dia, aquele exuberante local, localizado dentro do Parque Estadual do Turvo, no município de Derrubadas. Estudo apresentado na audiência pelo diretor de Recursos Hídricos da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Fernando Meireles, mostra que as quedas d’água começam a aparecer por volta das 18 horas, no restante do dia, ficam quase ou totalmente submersas.
Para realizar esse levantamento, foi instalada uma estação automática junto ao Corpo de Bombeiros da cidade catarinense de Itapiranga, monitorando a vazão do rio a cada 15 minutos. Com fotos feitas no Salto de Yucumã a cada hora, Meireles comprovou que a abertura e fechamento das comportas na usina afetam o volume de água naquela atração turística, prejudicando a visitação. “A água está chegando em horário errado”, disse o diretor. A direção da usina foi convidada a comparecer no debate, mas enviou ofício ao deputado Loureiro relatando que o assunto está na Justiça e que somente irá se pronunciar nos autos do processo. A Prefeitura de Derrubadas pede indenização e fechamento da hidrelétrica.
Para resolver isso, muita burocracia precisa ser enfrentada em nível federal. Primeiro, uma câmara técnica do Ministério do Meio Ambiente e do IBAMA deve avaliar a substituição dos horários em que a usina distribui, no sistema nacional interligado, a energia produzida, passando do período diurno para o noturno, mas isso esbarra na questão da demanda de consumo. Assim mesmo, se isso for aprovado, ainda seria necessário a palavra final da ONS (Operadora Nacional do Sistema).
Vereadora em Tenente Portela e liderança expressiva na luta pelo Salto do Yucumã, Márcia Muller sugere um termo de ajuste, garantido que as quedas possam ser visualizadas aos finais de semana, já que muitos empreendedores, tanto no lado brasileiro, quanto no argentino, estão sendo prejudicados em seus investimentos na área do turismo. Na Argentina, é possível acessar o salto em passeios de lancha, mas o estudo do país vizinho observou que, em 2015, dos 365 dias, em apenas 55 deles as quedas estavam visíveis para os turistas. O presidente do Consórcio Rota Yucumã, Marcos Cesar Giacomini, e o prefeito de Tiradentes do Sul e presidente da Associação dos Municípios da Região Celeiro (Amuceleiro) João Carlos Hickmann, também exigem uma solução para o problema.
A audiência, que lotou o Plenarinho da Assembleia, durou cerca de três horas e foi acompanhada por prefeitos, vereadores, secretários municipais de Meio Ambiente e empresários que trabalham com rotas turísticas na região.
 
Fonte: Assembleia Legislativa
Postado por: Maira Kempf

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