Notícias

26/01/2018 - 15:48:31
Postado por: Maira Kempf

Febre amarela: Rio Grande do Sul tem dois casos suspeitos




Secretaria Estadual da Saúde investiga as situações, mas ressalta que não há circulação do vírus no Estado

Livre da febre amarela silvestre desde 2010, o Rio Grande do Sul tem dois casos suspeitos da doença neste início de 2018. A informação foi divulgada pela Secretaria Estadual da Saúde (SES) nesta sexta-feira (26). Trata-se de um homem, morador de Dois Irmãos, no Vale do Sinos, que viajou para o Estado do Pará recentemente. O outro caso é vinculado a uma pessoa que reside na cidade de Portão e que teria contato com o meio rural.

— Mas o Rio Grande do Sul continua numa situação absolutamente tranquila. Não houve modificação em relação aos anos anteriores. Esses dois casos que estão em investigação são da rotina — destaca o titular da pasta, João Gabbardo dos Reis.

De acordo com o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), 42 casos foram investigados em 2017, sendo que todos deram negativo para a febre amarela. A média de investigações da CEVS para a doença é de 22 ao ano.

Além das situações relatadas, a prefeitura de Porto Alegre também analisa se a morte de um bebê de 11 meses neste mês está relacionada à vacina contra a doença.

— Era um caso tratado, inicialmente, como meningite, mas que não se confirmou. Estamos investigando todas as hipóteses — esclarece o secretário municipal da Saúde, Erno Harzheim.

Conforme a SES, o Rio Grande do Sul está livre da circulação do vírus da febre amarela silvestre e não conta com casos da doença em bugios – diferentemente da situação enfrentada pelos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia.

Gabbardo frisa que não há motivo para pânico: 

— As pessoas, entre 9 meses e 60 anos, devem procurar a vacina com calma e tranquilidade.

Só em janeiro deste ano, o governo gaúcho já distribuiu 120% a mais de doses aos municípios, na comparação com dezembro de 2017. São pelo menos 106,5 mil vacinas a mais nos postos da rede estadual de saúde.

— Lembrando que a vacina deve ser priorizada para quem vá viajar às áreas onde há circulação do vírus, como também para quem mora em local onde o risco é maior de ter contato com o mosquito que transmita a febre amarela — destaca o secretário Gabbardo, ao frisar que essa medida protege não só o viajante, como também a comunidade na hora do seu retorno para casa.  

 

Fonte: Gaúcha ZH

Mais Notícias

Enquete ver parcial

Você aprovou a escolha de Moro para ser ministro?