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14/03/2019 - 16:29:36
Postado por: Redação

Caso Bernardo: Edelvânia assume que abriu a cova onde Bernardo foi colocado após morrer




Edelvânia chora e diz que seu irmão é inocente

A segunda ré a depor nesta quinta-feira, 14, foi Edelvânia Wirganovicz. Ela é acusada de homicídio e ocultação de cadáver.

Seu depoimento começou por volta das 11 horas. Chorando muito, Edelvânia disse que Graciele foi a Frederico Westphalen para se encontrar com um amante.

 Que a encontrou próximo de seu apartamento e ela (Graciele) e Bernardo embarcaram em seu carro e foram até a Praça da cidade, onde Bernardo teria se exaltado, momento em que Graciele “deu um monte de remédios para o menino se acalmar”. A ideia era que ele ficasse com Edelvânia na Praça enquanto Kelly encontrasse seu amante, contou.

Morte de Bernardo

Ao dar uma volta pelas ruas, Bernardo desmaiou. Edelvânia quis prestar socorro e chamar a polícia, mas Kelly não quis e disse que se fossem na polícia, ela (Kelly) disse que iria por a culpa em Edelvânia “ela tinha dinheiro e iria acabar com a minha família”, falou a ré.  Diante dessa situação, Edelvânia aceitou ajudar a ocultar o corpo.

Elas teriam ido até um matagal próximo a um riacho, e que ela teria feito a cova com um “macaco e uma outra ferramenta do carro”. Posterior, ajudou a tirar a roupa da vítima e colocar o corpo no local. Que ainda teria descartado as roupas em uma lixeira em frente ao seu prédio. Ela negou que tenha comprado e colocado soda cáustica sobre o corpo.

 

Inocência de Evandro e Leandro

Durante seu pronunciamento, a Assistente Social reafirmou a inocência de seu irmão Evandro, também réu no processo. - Meu irmão é inocente, eu puxo duas cadeias, e minha e a dele.

Sobre Leandro, disse que não o conhecia. – Apenas por facebook, contou.

Ela também negou que tenha recebido dinheiro de Graciele, disse que a enfermeira lhe ofereceu, mas ela não aceitou.

 

“Fui coagida”

Ponto importante de seu depoimento, Edelvânia afirmou que foi coagida quando foi até a delegacia, em abril de 2014, para confessar o crime.

 – Uma arma estava em cima da mesa e não deixaram chamar advogado. Eles orientaram o que era para mim falar, disse, se referindo à polícia.

 

Pouco menos de uma hora após começar a falar, quando iniciariam os questionamentos do Ministério Público, a ré teve uma queda de pressão, caiu da cadeira onde estava e a Juíza interrompeu a sessão. Um médico teve que ser chamado. Ele atestou que Edelvânia teve uma crise de pressão alta, aceleramento da frequência cardíaca e ansiedade. Ela retornou ao plenário depois das 14 horas.  Bastante debilitada, a defesa comunicou que ela não responderia aos questionamentos do Ministério Público.

O próximo a falar é o réu Evandro Wirganovicz.

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