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13/01/2012 -

Seca já causa prejuízos de R$ 2,2 bilhões no setor agrícola do RS




Os prejuízos causados pela estiagem no setor agrícola do Rio Grande do Sul ultrapassam os R$ 2 bilhões, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (12) pela Emater/RS. O milho é a cultura mais atingida, com perdas estimadas em R$ 863 milhões até o momento.

A região de Ijuí, no noroeste do estado, foi a que registrou o maior prejuízo nas plantações de milho. Quase 70% das lavouras foram perdidas. O agricultor Daniel Ceolin plantou 240 hectares do grão e não salvou quase nada. “A gente até vai passar uma colheitadeira porque tem que moer essa palha para tentar plantar outra coisa, mas a perda é de no mínimo 90%”.

Em outra lavoura de Santa Maria, na região central do estado, os grãos de soja não se formaram. Os pés que deveriam ter em média um metro de altura, não passam de 40 centímetros. O proprietário, Dilceu Boemo, já contabiliza os prejuízos. “A margem de lucro está perdida. Se melhorar um pouco, conseguimos cobrir os custos”.

As perdas no estado já chegam a R$ 2,2 bilhões de reais, de acordo com a Emater. A produção de milho, por exemplo, deve ser 37,5% menor do que a estimada. Nas lavouras de soja, a queda na produtividade deve chegar a 15%. E a redução no cultivo de arroz já é de pelo menos 6,26%.

Nesta quinta-feira (12), o Governo Federal anunciou, em Brasília, um pacote com medidas emergenciais para atender agricultores prejudicados pela estiagem no estado. Os produtores que não têm seguro agrícola, com lavouras de milho, soja e feijão, poderão renegociar dívidas. As parcelas podem ser prorrogadas até 31 de julho, inclusive as negociadas em anos anteriores. Já os agricultores com seguro terão ajuda técnica para agilizar os laudos de perdas. E cooperativas vão poder acessar uma linha de crédito para cobrir gastos dos agricultores.

De acordo com o pacote, os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná também receberão R$ 10 milhões para projetos de prevenção à seca. Os valores, no entanto, não serão liberados imediatamente. “É uma verba de prevenção a desastres que poderá ser usada para construção de cisternas, sistemas simplificados de abastecimentos”, diz o diretor do departamento de articulação e gestão da Defesa Civil do Ministério da Integração, Cristiano Heckert.

 

Para as ações emergenciais e de socorro aos agricultores atingidos pela estiagem, o governo do Rio Grande do Sul vai contar apenas com os R$ 18 milhões que já estavam no caixa desde o ano passado e tiveram o uso autorizado pelo Ministério da Integração. Em janeiro de 2011, R$ 20 milhões foram enviados ao estado para medidas emergenciais contra a seca na região de Bagé, mas apenas R$ 2 milhões foram usados por falta de projetos.

Fonte - G1

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