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07/11/2012 -

Para evitar erros, hospital de Ijui cria treinamento para novos enfermeiros




Ensino faz com que profissionais melhorem o atendimento aos pacientes. Enfermeira responsável diz que índice de evasão caiu para 2%.

O Hospital de Caridade de Ijuí, no Noroeste do Rio Grande do Sul, criou um projeto para treinar os novos enfermeiros. Desde março, os recém-admitidos passam por um período de treinamento chamado de incubadora de aprendizagem. A medida visa minimizar as chances de erros médicos, e rendeu até prêmio da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-RS).

"É um conhecimento bem mais aprofundado que a gente vai tendo aqui. Nos oferecem materiais, livros, também temos um longo acompanhamento diariamente com os pacientes, em relação a verificação de sinais vitais, medicamentos, então é bem importante esse acompanhamento que a incubadora nos oferece", diz a técnica em enfermagem Camila Ramos.

O hospital ainda tem um espaço para que os novos funcionários tirem dúvidas que surgem durante o trabalho. As técnicas de enfermagem também são treinadas sem os pacientes, mas nem por isso a exigência é menor. "A gente repete todos os procedimentos da maneira certa, até chegar à perfeição", explica Sandra Raquel Ceccato, monitora do laboratório de enfermagem.

Entre as atividades do treinamento estão colocar o soro e preparar a dose exata de medicação. Os treinamentos ajudam a ter mais firmeza nas práticas diárias. As turmas são de cinco a seis técnicos, que, mesmo participando do programa, cumprem a jornada normal de trabalho. Mas o acompanhamento ajuda principalmente na hora de estar diretamente com o paciente.

“Quando treina em um boneco, pode fazer várias vezes. Com o paciente a responsabilidade é de acertar porque nem o paciente vai aceitar que você fique errando nele”, diz a técnica em enfermagem Adriana dos Santos.

Segundo a enfermeira responsável, depois da implantação do projeto, o índice de evasão de profissionais dentro de um período de três meses caiu de 11% para 2%. “A demanda é muito grande. Se o profissional chegar numa unidade já tendo passado por esse acompanhamento na incubadora, isso traz agilidade ao atendimento. Com certeza o trabalho fica mais ágil”, ressume Renata Casarini.

Fonte: G1/RS

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