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A MOLDURA NUNCA FEZ  O QUADRO BONITO

25 de setembro de 2019


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A MOLDURA NUNCA FEZ  O QUADRO BONITO

Valdir Vianna

O que interessa mesmo é o conteúdo, a forma como nos relacionamos com os outros, seja alguém conhecido ou não, de gente canalha estamos fartos, nos pulam quase que diariamente – Já conversou com o seu hoje? Vez ou outra perdemos a noção daquilo que é o mais sensato a se fazer, nessa hora caímos numa encrenca danada, pois corremos o risco de avaliar o outro pela forma como ele aparente ser, isto é, tem gente que adora colocar defeito nos outros, parece que só o acerto é o que vale na vida, se fosse assim era mais fácil uma prova objetiva nos momentos mais sensíveis que vivemos – Haja saco pra suportar um canalha que critica a todo tempo.

Falo da intensidade em que fazemos as coisas, do tanto de paixão ou amor que jogamos naquilo que fazemos, seja na empresa em que você trabalha, na escola que estuda ou na faculdade que vai diariamente, tanto faz, o fato é que como dizia Nelson Rodrigues, “Sem paixão não dá pra chupar nem um picolé!” e faço dessa máxima a mesma para mim.

Você acredita que os mal amados irão dominar o mundo? Eu creio veemente nessa ideia, não há mais espaço para os erros, nem para a liberdade naquilo que fazemos, pois os cretinos que adoram criticar nossa forma de viver estão mais soltos do que nunca. Ainda mais agora que eles trocaram as praças com as comadres e compadres por uma conta nas redes sociais e ali podem ‘desabafar’ sobre tudo, enquanto tomam seu leite com achocolatado em pó.

A ideia aqui é sabermos identificá-los por aí, seja na rua ou pela internet, acontece que eles normalmente não amam ninguém, ficam destilando sua raiva por todos os lados, procurando alguém pra poder corrigir, ‘enquadrar’ no seu manancial de normas e paranoias pseudointelectuais, os tais “bundões da era digital”, que nada fazem para mudar o status quo, mas adoram jogar pedras naqueles que de fato o mudam, obviamente sem que o idiota em questão saiba, pois ele geralmente fica sentado num escritório, só bisbilhotando a vida alheia e esperando para assoprar as cartas empilhadas.

O interessante está na arte retratada e não na madeira que sustenta o quadro, pois podemos simplesmente admirar uma obra renascentista sem que ela esteja em uma proteção de vidro, colocado em temperatura especial e com aquelas proteções em que a colocam, quero dizer que o necessário é aquilo que importa!

Para a boa vida estoica, a qual aprendi a viver, graças a inúmeras mentes que me formaram. Não falo aqui em curso superior – a distância ou não – pois os cretinos são capazes até de lhe desmerecer se vos dizer que o diploma na parede é o mesmo que o deles, o assunto aqui é aprender a escutar somente aqueles que realmente podem falar, a maioria não fala, profana canalhices e idiotices das quais nem Calígula teria dito para os romanos. Não quero uma vida pusilânime e muito menos vivida com superficialidade, tipo a dos “emolduradores” por aí, que vivem atrás de alguns quadros para ajustar às suas análises inúteis e que não merecem respeito.

Se afaste de gente que te analisa em tudo que você faz! Quem eles pensam que são? Patrick Jane? O próprio Doyle? Assuma que pode fazer algo e faça! Guimarães Rosa escrevia como vivia a vida, Nietzsche da mesma forma, isto é, só seremos quadros quando aprendermos a ignorar aqueles que querem nos moldurar em suas análises toscas em sem sentido.

O que importa é nossa integridade moral e ética, estarmos de acordo com nosso senso de “idiotômetros”, se ele começar a apitar demais, já saiba que algum mal amado está se aproximando e de gente assim só queremos duas coisas…

Distância e esquecimento.

 

*Os textos publicados pelos colunistas da Rádio Querência são de inteira responsabilidade dos respectivos autores.

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