Andre Motta
Fotos -Reprodução

As tristes semelhanças dos Casos Bernardo e Rafael

2 de junho de 2020


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Quando terminamos a cobertura do julgamento do Caso Bernardo no ano passado, lembro-me de ter dito algo do tipo: “– Triste experiência profissional!” e que esperava nunca mais acompanhar algo semelhante.

Pouco mais de um ano depois, fui surpreendido com a notícia do menino Rafael de Planalto, mais um caso chocante, triste e revoltante.

Quando recebi a notícia no dia 19 de maio da colega jornalista Maira kempf, com a descrição logo abaixo “Mais um Caso Bernardo”, respondi:

– Aff, aí sim. Que jeito?

A matéria em questão tratava de um desaparecimento, mas com o passar dos dias teve um desfecho horrível, como o do menino Bernardo, de Três Passos.

Não há como negar as semelhanças entre os dois casos, embora os crimes não tenham relação, há sim tristes semelhanças. E isso vai além do modo como eles foram assassinados – com uso de medicação-. Ambos tiveram seus corpos escondidos, foram mortos por pessoas que deveriam protegê-los, por pessoas que eles amavam e idolatravam – Bernardo queria mais atenção do pai, tinha ele como um herói e Rafael descrevia a mãe como maravilhosa.

Os dois meninos com a mesma idade, 11 anos, eram tidos como crianças alegres, estudiosas, carinhosas, queridas por todos.  Se olharmos bem, existe até certa semelhança física entre os dois. Ambos também conviviam com passado familiar trágico – Bernardo perdeu a mãe que se suicidou, e Rafael tinha no seu enlace familiar o pai do seu meio irmão que também cometeu suicídio.

E, talvez a pior de todas as coincidências, os autores dos dois crimes alegam que não tiveram intenção. Quando não se tem intenção não se oculta cadáver. Assume-se o erro e responde por ele.

Infelizmente, estamos diante de mais um fato estarrecedor. Fico pensando quantas crianças, assim como Bernardo e Rafael, não sabem o perigo que estão correndo dentro de seus próprios lares!

Para finalizar, no caso Rafael, a polícia ainda segue com as investigações para apurar se teve a participação de mais pessoas na morte do menino. Caso isso se confirme, será  mais uma das semelhanças.

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