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Em Não-Me-Toque, plantação de milho está seca devido ao período de pouca chuva Diogo Zanatta / Especial

Levantamento apresenta perdas preliminares com a estiagem no RS

10 de janeiro de 2020 Governo anuncia medidas de urgência para auxiliar agricultores!


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A seca mais severa no Rio Grande do Sul desde 2012 já provocou, até o momento, perdas de 13% nas lavouras de soja e de 33% nas de milho, segundo a Rede Técnica Cooperativa (RTC), a partir de levantamento preliminar feito com os departamentos técnicos das cooperativas agropecuárias gaúchas. A produção de leite do estado também deve cair por causa de estiagem prolongada.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 09,  pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS).

A redução na cultura de milho pode alcançar cerca de 1,879 milhões de toneladas, enquanto na de soja este volume é estimado em aproximadamente 2,490 milhões de t. Caso isso se confirme, a queda na safra da oleaginosa, no momento, é de 19,154 milhões de t para 16,664 milhões de t.

A produção de milho, por sua vez, pode cair de 5,696 milhões de t para 3,816 mi de t.

Os números consideram a primeira previsão de safra do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A FecoAgro/RS destaca, especialmente neste primeiro levantamento, a presença de um desvio padrão considerável dadas as diferenças de precipitações, épocas de semeadura e ciclos das cultivares nas várias regiões, que geram impactos diferenciados nas áreas atingidas.

Até o momento, segundo a Defesa Civil do RS, 25 municípios já decretaram situação de emergência e esperam que o governo do estado reconheça essa situação.

Governo anuncia medidas

A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural anunciou o encaminhamento de medidas de urgência para auxiliar agricultores.

Entre elas está o pedido para reduzir o custo do seguro rural e o aumento da cota disponível ao estado junto ao governo federal. O governo estadual também deve solicitar uma aquisição extra de 15 mil sacas de milho.

“Também devemos encaminhar ao governador um pedido para estender o prazo de emissão de licenciamento ambiental do programa Mais Água Mais Renda, que vence em abril. Pelo programa, o licenciamento para um sistema de irrigação é de 30 dias”, explicou o secretário em exercício, Luiz Fernando Rodriguez Júnior.

Estimular a implantação de projetos de irrigação é uma estratégia para contornar futuras estiagens. “Sempre teve restrição hídrica nessa época, e em diversos exercícios não tivemos uma restrição tão severa. Por isso houve uma redução muito substancial na procura pelos projetos de irrigação”, avaliou.

Um comitê formado por entidades rurais foi formado para acompanhar os efeitos da seca e providenciar soluções. “Uma delas é unificar as análises agroclimáticas da secretaria, do Irga e da Emater, elaborando boletins semanais que abordem o impacto das condições climáticas nas culturas do período, de forma que os municípios possam se planejar com informação qualificada”, detalhou o secretário.

*FECOAGRO/AGROemDIA

 

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