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Promoção da vida e prevenção ao suicídio recebem destaque no mês de setembro
No mês de setembro, que marca a promoção da vida e a prevenção ao suicídio, a Secretaria da Saúde (SES) realiza diversos eventos para divulgar o tema e capacitar profissionais a identificar sintomas de sofrimento na população, que podem variar dos mais leves aos mais graves e persistentes. Se não devidamente acompanhados, esses sinais podem desencadear o adoecimento mental.
A programação em 2020 será exclusivamente digital, devido à pandemia do novo coronavírus. “Já é tradicional no Rio Grande do Sul proporcionar no mês de setembro esses momentos de troca de experiência e aprendizados com os profissionais que trabalham na área saúde, na rede intersetorial, e também com a população em geral. Queremos levar um pouco da promoção da vida para a comunidade”, ressalta a coordenadora do setor de Saúde Mental da SES, Marilise Souza.
O calendário de eventos abre na sexta-feira (4/9), com o webinar Luto coletivo e luto público: trata-se do mesmo fenômeno?, com a psicóloga Maria Helena Franco. “É tão importante falarmos de luto no contexto em que estamos vivendo, quando estamos perdendo, além de vidas, também sonhos e perspectivas”, avalia Marilise. “Precisamos saber lidar com as perdas.” O webinar poderá ser conferido no perfil da Secretaria da Saúde no YouTube, às 9h.
No sábado (5/9), às 17h, a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa) realiza a live Concerto pela vida em seu perfil no YouTube. “Será um momento de nos unirmos e, através da música, buscarmos a motivação para vivermos melhor, apesar de todas as dificuldades, medos e sofrimentos deste período. A vida vale a pena”, diz a coordenadora do Comitê Estadual de Promoção da Vida e Prevenção do Suicídio, Andréia Volkmer, do qual a SES faz parte.
Seguindo a programação, no dia 15 de setembro, às 19h, o Telessaúde, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), promove no seu canal no Youtube a live Prevenção ao suicídio: papel da Atenção Primária em Saúde. Os palestrantes serão André Luís Bendl, Fabiane Machado Pavani e Felipe Bauer. “Os postos de saúde são os primeiros locais onde a população busca ajuda”, comenta Andréia Volkmer.
Para falar sobre o fenômeno do suicídio entre adolescentes, a SES promove em seu canal no YouTube, no dia 25 de setembro, às 10h, o webinar Um olhar para a promoção da vida e saúde mental na adolescência, com a psiquiatra Marina da Silva Netto.
Fechando o mês e a programação alusiva à prevenção ao suicídio, o programa estadual Primeira Infância Melhor (PIM) realiza em 30 de setembro, às 10h, o PIM Debate, com a temática da promoção da vida. A live será transmitido pelo canal do PIM no YouTube.
Saúde mental na pandemia
De acordo com os dados oficiais da Secretaria da Saúde, não existem evidências que apontem um aumento de casos de suicídio ou tentativas de suicídio este ano, que poderiam estar direta ou indiretamente relacionados à pandemia da Covid-19 e ao distanciamento social. “Ainda é muito cedo para apontarmos um crescimento ou mesmo diminuição de casos ou tentativas de suicídio. Apenas com o tempo e a consolidação dos dados que será possível fazer esta análise”, explica Andréia Volkmer. Segundo ela, o importante neste momento de dificuldades é focar na promoção da vida.
“É natural e esperado que as pessoas estejam mais ansiosas, com dificuldades para dormir ou com mais preocupações em modo geral. Esperemos ajudar as pessoas a passarem por essa situação preservando a saúde mental”, completa Andréia.
No mesmo sentido, de acordo com a coordenadora Marilise, um levantamento realizado com gestores municipais gaúchos indica um aumento na procura de atendimento de pacientes com sintomas leves de saúde mental. Ansiedade, insônia, tensão e sintomas leves de depressão foram apontados na pesquisa. “Os profissionais de saúde da rede básica devem estar devidamente preparados para atender essas demandas, para que possamos evitar que os sintomas leves se agravem ao longo do tempo”, reforça Marilise.
Não há uma forma de “medir” as emoções, para saber se os próprios sintomas ou os de alguém próximo podem ser considerados dentro do normal para as atuais circunstâncias ou se está na hora de procurar ajuda profissional. “Isso é muito subjetivo. O que se deve questionar é o quanto essas perturbações estão atrapalhando no seu dia a dia”, completa a coordenadora.
Fonte: Secretaria Estadual de Saúde
Autor
Maira Kempf
Em: 04/09/2020, 12:39

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