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Criminosos planejavam matar prefeito de Arroio do Sal

Quadrilha atribuía prejuízos para o tráfico de drogas ao chefe do Executivo, Bolão, após aumento de efetivo da Brigada Militar

22/01/2021 10:47 por Maira Kempf


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Revólver e drogas apreendidos em uma das prisões da Operação Antecipação Polícia Civil / Divulgação


 

Foi a partir de mensagens trocadas entre uma quadrilha de traficantes que a Polícia Civil descobriu o plano de atentar contra o prefeito de Arroio do Sal, Affonso Flávio Angst, o Bolão. A Operação Antecipação desarticulou o grupo e concluiu a prisão preventiva de sete pessoas nesta quinta-feira (21).

A investigação teve início quando um dos integrantes do grupo foi preso em flagrante no dia 30 de dezembro, portando entorpecentes e um revólver calibre 32. Ao analisar o celular do homem, policiais identificaram as mensagens onde o grupo manifestava o descontentamento com o aumento de efetivo da Brigada Militar em Arroio do Sal. Desde 20 de novembro, 21 alunos soldados da BM intensificam o policiamento no município do Litoral Norte.

— O aumento de ações de policiamento ostensivo na cidade acabou trazendo, de certa forma, um prejuízo no comércio ilícito deles. Eles se incomodaram com isso e acabaram querendo responsabilizar o prefeito, porque ele sempre buscou trazer esse acréscimo de efetivo, foi feita uma divulgação intensa sobre isso. Em mais de um diálogo eles (os criminosos) comentavam que pretendiam, num primeiro momento “dar um susto” no prefeito e depois diziam que ele tinha que “vestir o paletó de madeira” — relata o delegado Adriano Koehler Pinto.

O grupo planejava contratar pessoas de fora e alugar armas para executar o plano, previsto para depois do fim da temporada de verão, quando o efetivo policial diminuísse.  Como a investigação correu em sigilo, o prefeito Bolão só soube sobre a articulação na quarta-feira (20), quando foi informado pelo delegado.

Segundo Koehler Pinto, a quadrilha já atuava há vários anos em Arroio do Sal. Os diálogos iniciaram em novembro, assim que o reforço da Brigada Militar chegou ao município.

— Esses alunos soldados já fizeram algumas prisões e só a presença deles na cidade já significou um certo impeditivo para o tráfico — destacou o delegado.

GaúchaZH



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