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RS registrou 1.280 feminicídios nos últimos 14 anos, e tem média de cinco estupros por dia
Pense na Catedral Metropolitana de Porto Alegre com todos os seus bancos ocupados — 1.100 lugares —, mais 180 pessoas em pé. Pois é esse o número de mulheres vítimas de feminicídio desde 2012 no Rio Grande do Sul. Em 14 anos, foram 1.280 casos de mulheres mortas por serem mulheres. Na mesma Praça da Matriz, outro ícone da arquitetura do Estado dá a dimensão do que esse número significa. As vítimas de feminicídio nesses 14 anos representam duas sessões lotadas do Theatro São Pedro, com suas 630 poltronas.
Os dados foram compilados pela frente parlamentar de homens pelo fim da violência contra a mulher, da Assembleia Legislativa, com base em informações da Secretaria da Segurança Pública do Estado. O índice significa que uma mulher é assassinada no Rio Grande do Sul a cada quatro dias por questão de gênero. A média é de 91 casos registrados anualmente desde o início dessa contagem. Desde o início do levantamento, 2018 foi o ano mais letal, quando 116 mulheres foram assassinadas.
Não bastassem as ocorrências que culminam na morte, o Rio Grande do Sul também registrou 27.426 estupros em 14 anos. Em média, são mais de cinco mulheres violentadas sexualmente todos os dias, sem contar a subnotificação (casos em que a vítima não registra ocorrência). Seria o mesmo que dizer que, a cada quatro horas e meia, uma mulher é estuprada no Estado. Em 2023, foram 2.815 casos, o maior número da série histórica.
Somados os casos de feminicídios tentados e consumados, ameaças, estupros e lesões corporais, são 854 mil ocorrências policiais registradas nos últimos 14 anos. Ou seja, são 170 mulheres que comparecem às delegacias gaúchas todos os dias. Segundo o Mapa Nacional da Violência de Gênero, 58% das mulheres que sofreram violência em todo o país no ano de 2025 não procuraram uma delegacia.
— A violência contra a mulher é uma epidemia. E epidemias só se enfrentam com investimento contínuo, especialmente na prevenção, na educação e na conscientização da sociedade — avalia o deputado Adão Pretto (PT), presidente da frente parlamentar.
Mesmo que tenha sido um ano marcado pelo feriado da Páscoa, em que 10 mulheres foram mortas em apenas quatro dias, 2025 terminou como um dos períodos com o menor número de casos registrados. Foram 76 feminicídios no ano, atrás apenas de 2014 (75) e 2024 (73). Foram as únicas vezes em que o índice ficou abaixo das 80 mortes anuais.
O episódio da Páscoa motivou a mobilização entre os parlamentares gaúchos, que se uniram de forma quase unânime para demandar ao governo do Estado a recriação da Secretaria da Mulher, extinta no início de 2015. A articulação na Assembleia não deixou outra escolha ao governador Eduardo Leite senão acolher a demanda, e a pasta foi oficializada em setembro de 2025. Quando assumiu, Fábia Richter definiu que o foco seria trabalhar a prevenção dos feminicídios.
— Só vamos evitar o feminicídio, que é o ápice, a pior consequência, se conseguirmos intervir antes. Vamos falar abertamente com a sociedade, pois é um problema de todos. Dissemos para as mulheres que elas podem ser o que elas quiserem, mas não preparamos os homens para isso. Isso causa um adoecimento social, e nós repetimos o ciclo — disse Fábia, à época da posse.
Novo ano, velha história
O ano de 2026 estava no seu terceiro dia quando ocorreu o primeiro caso de feminicídio no Estado. Em Guaíba, na Região Metropolitana, a bombeira civil Gislaine Beatriz Rodrigues Duarte, de 31 anos, foi morta com sete facadas pelo namorado, Alex Sousa de Queiroz, de 44 anos, preso em flagrante.
Fonte: GZH
Autor
Redação
Em: 07/01/2026, 05:03

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