Bradesco se manifesta sobre investigação policial em Palmeira das Missões
Instituição afirma colaborar com as autoridades e reforça compromisso com código ético corporativo
20/01/2026 09:46 por redação
Foto: Polícia Civil
O Banco Bradesco divulgou, na manhã desta terça-feira (20), nota oficial informando que está contribuindo com a autoridade competente na apuração dos fatos relacionados à investigação policial que apura um esquema de fraude bancária em Palmeira das Missões, no norte do Estado.
Na manifestação, a instituição financeira esclareceu que segue um rígido código de conduta ética corporativa, destacando que mantém políticas internas voltadas à integridade, à transparência e ao cumprimento das normas legais em todas as suas operações.
A nota foi divulgada após a deflagração da Operação Digital Fantasma, conduzida pela Polícia Civil, que investiga a atuação de funcionários da instituição em um esquema que envolveu fraudes bancárias milionárias. Conforme as autoridades, os contratos irregulares identificados foram considerados nulos pelo próprio banco, sem prejuízo direto aos clientes.
O Bradesco reafirmou, por meio do comunicado, seu compromisso com a colaboração institucional e com o esclarecimento dos fatos, colocando-se à disposição das autoridades para o andamento das investigações.
Contratos de empréstimo ultrapassam R$ 2,5 milhões
Segundo o delegado João Vitor Herédia, da Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais Eletrônicos, a investigação apura uma fraude envolvendo a contratação irregular de empréstimos em contas bancárias de clientes idosos, muitas delas sem qualquer movimentação e, em alguns casos, pertencentes a pessoas já falecidas. “Não eram contas que as pessoas operavam no dia a dia”, explicou. Após a liberação dos valores, o principal investigado, que ocupava o cargo de gerente, habilitava sua própria biometria ou a de sua esposa para realizar os saques em caixas eletrônicos.
Conforme Herédia, os contratos de empréstimo ultrapassam R$ 2,5 milhões, mas o valor efetivamente sacado chega a mais de R$ 1,4 milhão. “A partir do momento que o empréstimo era creditado na conta, já era efetuado o saque”, relatou, ressaltando que a fraude não dependia do vencimento das parcelas para ser identificada.
O delegado destacou ainda que o caso foi descoberto a partir de controles internos da própria instituição financeira. “O banco localizou os indícios de fraude, coletou todas as informações necessárias e nos repassou uma notícia-crime formal”, disse.
A partir desse material, a Polícia Civil confirmou os fatos, identificou os envolvidos e solicitou ao Ministério Público e ao Judiciário de Palmeira das Missões o deferimento dos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, que foram concedidos com celeridade.
Três pessoas foram presas durante a operação: o gerente, sua esposa e um operador. No entanto, conforme o delegado, ainda não há convencimento quanto à participação do terceiro funcionário. “A princípio, vamos pedir a revogação da prisão dele para que responda em liberdade”, afirmou. Já a situação do gerente e da esposa segue em análise, e a Polícia Civil avaliará junto ao Judiciário a necessidade de manutenção das prisões.
Fonte: Ramon Mendes - Jornalismo RP
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