Com vetos, Lula sanciona reajuste salarial para servidores da Câmara, Senado e TCU
Presidente da República retirou do texto trechos que previam aumento gradual até 2029 e os dispositivos que poderiam ultrapassar o teto do serviço público
18/02/2026 07:17 por Redação
Foto: Ricardo Stuckert / PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou parcialmente, na terça-feira (17), o reajuste salarial em 2026 para carreiras da Câmara dos Deputados, Senado Federal e Tribunal de Contas da União (TCU). A medida deve ser publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (18).
Lula vetou trechos que previam aumentos salariais graduais para os anos de 2027, 2028 e 2029; o pagamento retroativo de despesas permanentes; e a criação de uma licença compensatória que poderia ser convertida em dinheiro, gerando valores que poderiam ultrapassar o teto do serviço público - hoje fixado em R$ 46.366,19.
A justificativa é que definir reajustes para depois do fim do atual mandato vai contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, que proíbe criar despesas obrigatórias nos últimos oito meses de governo que não possam ser totalmente pagas ainda durante o próprio mandato.
O presidente manteve, no entanto, a substituição das atuais gratificações de desempenho pela Gratificação de Desempenho e Alinhamento Estratégico (GDAE), de natureza remuneratória e sujeita ao teto constitucional; o reconhecimento das três carreiras como típicas de Estado, garantindo aos seus servidores maior segurança jurídica, previsibilidade e proteção como detentores de funções essenciais aos Poderes da República e, no caso do TCU, a ampliação do número de cargos, a elevação dos níveis de funções de confiança e a exigência de nível superior para todos os cargos.
Reajuste na Câmara
O texto aprovado pelo Congresso no início do mês prevê aumento de 8% para secretários parlamentares, mesmo índice concedido ao Judiciário. Já servidores efetivos e de carreira terão acréscimo de 9,25%, enquanto os comissionados receberão reajuste ponderado de 8,63%. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que as medidas evitam "diferenciações nas carreiras".
GZH
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