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PF cumpre mais de 50 mandados em operação contra crimes motivados por disputa de terra indígena no RS

19 de novembro de 2019


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A Polícia Federal realiza uma operação na manhã desta terça-feira (19) contra crimes que ocorreram na Reserva do Guarita, que fica entre os municípios de Redentora e Tenente Portela, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul.

Segundo a PF, os crimes foram motivados pela disputa da liderança da terra indígena. Estão sendo cumpridos 38 mandados de busca e apreensão e 14 de prisão preventiva.

A PF instaurou inquéritos para apurar diversos crimes que ocorreram no último mês no local. Em 19 de outubro, o cacique da reserva sofreu um atentado e sua casa foi incendiada.

A polícia investiga ainda a morte de um indígena e a tentativa de homicídio de outros dois, no dia 7 de novembro, na mesma região.

Os crimes investigados são homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificado, incêndio majorado, dano qualificado e formação de milícia armada.

Há três semanas, o Ministério Público Federal (MPF) encaminhou um pedido de intervenção federal à Presidência da República para tentar garantir a segurança dos integrantes da reserva indígena do Guarita.

Às 10h30, a PF realizará uma coletiva em Santo Ângelo para fornecer mais informações sobre a operação.

Segundo PF, crimes foram motivados por disputa pela liderança das terras indígenas — Foto: Divulgação/PF

Segundo PF, crimes foram motivados por disputa pela liderança das terras indígenas — Foto: Divulgação/PF

Tentativa de homicídio contra líder indígena

No dia 19 de outubro, a casa do cacique, Carlinhos Alfaiate, foi alvo de um incêndio e de ataque a tiros. Ao G1, Edmilson Alfaiate, filho do líder indígena, falou sobre o susto.

“Eles chegaram atirando com arma de fogo. O alvo deles era matar o cacique, eu acho, pela quantia de armas que tinham. Cacique fugiu para o mato. Então, duas pessoas entraram na casa, derramaram gasolina e colocaram fogo”, relata Edmilson.

Segundo ele, a mãe saiu da casa e não se feriu. “Perderam tudo. Ficaram só com a roupa do corpo”, conta.

Edmilson disse que os pais ficaram bastante abalados com tudo o que aconteceu.

“Deixa um trauma muito grande, ser perseguido dessa forma. Essas pessoas não pensam nas famílias que podem sofrer com isso. [A mãe] disse que quando dorme, ainda escuta aqueles tiros, parece que está vendo eles fazerem isso na casa”, afirma.

Casa do cacique foi incendiada  — Foto: Arquivo pessoal

Casa do cacique foi incendiada — Foto: Arquivo pessoal

Fonte: G1/RS

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