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Secretaria da Saúde analisa presença de agrotóxicos na água

28 de janeiro de 2016


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A Secretaria Estadual da Saúde(SES/RS), em parceria com o Ministério da Saúde, enviará 76 amostras de água coletadas por todo o Rio Grande do Sul para análise na Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), no Rio de Janeiro. Com o apoio das Coordenadorias Regionais de Saúde, o propósito desta análise é verificar a presença de agrotóxicos nas amostras. O material será enviado pelo Laboratório Central do Estado (LACEN).
As coletas serão feitas em 38 municípios em 2016. Dentre eles, Frederico Westphalen, Santa Rosa, Giruá e Três Passos, aqui na região. Serão recolhidas em 2016 pelo menos duas amostras de água em cada bacia hidrográfica do estado – janeiro e julho.
O monitoramento de agrotóxicos em água para consumo humano tem como objetivo avaliar a possível exposição humana a substâncias químicas. O Rio Grande do Sul é o quarto estado com maior volume de vendas de agrotóxicos, alcançando 50 mil toneladas em 2013, conforme dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Os agrotóxicos podem chegar na água por fatores intrínsecos às substâncias, propriedades do solo, condições climáticas e formas de aplicação do produto.
Os agrotóxicos, quando detectados na água, são definidos como micropoluentes, compostos químicos que, mesmo em baixas concentrações, conferem à água características de toxicidade tornando-a imprópria para uso. Pois podem provocar efeitos no sistema nervoso central, além de câncer, mutações, anomalias e malformações. “Esse processo é importante para que possamos avaliar o risco de contaminação para a saúde pública, pois mesmo que a pessoa não beba a água que sai da torneira, pode ter uma exposição através da água do chimarrão ou pelos poros durante o banho”, diz o engenheiro químico Luciano Barros Zini, do programa Vigiágua, do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS).

 

Fonte: Secretaria Municipal da Saúde

Postado por: Maira Kempf

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