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Fonte da imagem: SiBCS, 2018.

Tipos de solos do Brasil

13 de setembro de 2019


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Tipos de solos do Brasil

Olá, você saberia responder quais são os três fatores responsáveis por uma boa produção agrícola? Se sua resposta foi planta, solo e clima, parabéns, acertou. Mas você sabe dizer quantos tipos de solos existem? Não? Então vamos conversar sobre o Sistema Brasileiro de Classificação de Solos.

Quando se pensa em solos, principalmente na região Celeiro, a primeira imagem que vem a cabeça é de um solo vermelho, argiloso, algumas vezes difícil de cavar, bom para plantar soja, milho, trigo e pastagens.

Mas se você conhece outras regiões do RS, ou até de outros estados, sabe que o solo muda de um local para outro. Essas mudanças são todas registradas e utilizadas para podermos classificar e nomear cada tipo de solo.

Para isso, existe o Sistema Brasileiro de Classificação de Solos, conhecido como SiBCS. Ele é um sistema taxonômico de solos, utilizado para classificar todos os solos existentes no Brasil, resultado do trabalho conjunto da Embrapa Solos e diversas instituições de pesquisa e ensino.

Oficialmente existem 13 (treze) ordens de solos no país: Argissolos, Cambissolos, Chernossolos, Espodossolos, Gleissolos, Latossolos, Luvissolos, Neossolos, Nitossolos, Organossolos, Planossolos, Plintossolos e Vertissolos.

Parecem poucos, mas cada um deles tem características bem distintas, e, para surpresa de muitos, podem ser subdivididos em subordens, grandes grupos e subgrupos (respectivamente 2º, 3º e 4º nível categórico).

Vamos a um exemplo: o Nitossolo é dividido em Brunos, Vermelhos e Háplicos. O Nitossolo Vermelho se divide em Ta Alumínico, Alumínico, Distroférricos, Distróficos, Eutroférricos e Eutróficos. Se olharmos para o Nitossolo Vermelho Eutroférrico, ele ainda se divide em plintossólicos, latossólicos, chernossólicos e típicos.

Em Santo Augusto, um dos solos identificado pelo pesquisador Noel Gomes da Cunha, no Estudo de Solos do Município de Santo Augusto-RS, é o NITOSSOLO VERMELHO Eutroférrico chernossólico. Sim, você leu certo, “um dos”, pois, segundo o estudo, o município possui Nitossolos, Chernossolos e Neossolos em sua área de abrangência, sendo que o estudo foi executado em nível de reconhecimento, o que dá margem para estudos futuros em nível de detalhamento, podendo especificar os tipos de solo existentes até em uma pequena propriedade rural.

Para termos uma ideia da grande variedade de solos que existe no Brasil, basta dizer que as 13 ordens de solos principais, quando divididas até o 4º nível categórico, produzem o incrível número de 937 tipos de solos diferentes. Sim, novecentos e trinta e sete.

E conforme o tipo de solos, temos condições diferentes de profundidade, fertilidade, textura, densidade, entre outros. E cada uma dessas diferenças pode afetar a produtividade, além de definir as necessidades de manejo do solo.

Por isso, quando pensamos em solo, não podemos pensar unicamente em um meio de produção, mas sim em um corpo natural e organizado, resultado das interações da litosfera, atmosfera, hidrosfera e biosfera, que possui limites definidos, é composto de materiais minerais e biológicos e, são capazes de suportar plantas ao ar livre.

Precisamos lembrar sempre que as características do solo podem mudar de uma propriedade rural para outra, e muitas vezes essas mudanças são observadas dentro da própria propriedade. Isso só reforça a ideia que devemos conhecer o solo que cultivamos, para podermos maneja-lo de maneira correta, buscando sempre a melhor produtividade possível de maneira sustentável e responsável.

Tenham uma boa semana e até a próxima. E para saber um pouco mais sobre o assunto, não se esqueçam de visitar a minha página em crisnunessantos.pro.br

 

Cristiano Nunes dos Santos

Professor do IFFar – Campus Santo Augusto

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