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Diocese de Frederico Westphalen terá comissão contra crimes sexuais

13 de janeiro de 2020 Qualquer cidadão poderá ter informações sobre situações suspeitas que estejam sob investigação!


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A tolerância zero determinada pelo Papa Francisco em relação a abusos sexuais cometidos por padres, outros religiosos e agentes de pastoral será implantada na Diocese de Frederico Westphalen. Segundo o chanceler, padre Carlos Alberto Pereira da Silva, a equipe deverá ser divulgada em março. “Estamos em fase de estruturação do estatuto e da equipe, que será multidisciplinar, com advogados, psicólogos e religiosos. O grupo deverá acolher as denúncias, que terão um número para serem feitas. Após a aprovação do clero, a comissão será divulgada em coletiva de imprensa para toda a diocese”, explica.

Em maio do ano passado, o papa deu prazo até junho de 2020 para que todas as arquidioceses do mundo criassem canais para denúncias e comissões para apuração de suspeitas de abusos sexuais. Entre as determinações do papa está o fim do sigilo. Qualquer cidadão poderá ter informações sobre situações suspeitas que estejam sob investigação. Casos que chegarem ao conhecimento da Igreja serão compartilhados com o Ministério Público (MP) e as polícias, e no máximo 30 dias a situação tem de ser informada à Congregação para Doutrina da Fé, em Roma. Se não fizer essas comunicações, o superior responsável será deposto imediatamente.

Primeiro manifesto no país

A Arquidiocese de Porto Alegre é a primeira no país a formular regramento de como os casos devem tramitar e serem apurados, além de ser uma das primeiras a instalar o comitê. Um grupo formado por especialistas e autoridades trabalha desde agosto para lançar em fevereiro, na Quarta-feira de Cinzas, com a Campanha da Fraternidade de 2020, a Comissão Arquidiocesana Especial de Promoção e Tutela de Crianças, Adolescentes e Pessoas Vulneráveis.

Por trás do nome complexo está uma estrutura que tem o desafio de avaliar e simplificar processos que por décadas macularam a imagem da Igreja, diante do problema dos abusos acobertados por superiores e nunca punidos.

A comissão é composta por padres, uma delegada da Polícia Federal (PF), uma procuradora de Justiça e por psicopedagogas, psicólogas, psiquiatras, uma assistente social e um jurista.

Fonte – Jornal o Alto Uruguai 

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