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Rio Grande do Sul tem o maior número de casos de sarampo desde 2000

31 de agosto de 2018


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Com 23 casos de sarampo confirmados em 2018, sendo 16 em Porto Alegre, o Rio Grande do Sul tem o maior número de casos da doença desde o começo dos anos 2000. De lá para cá, houve oito casos importados em 2010 e sete em 2011.

O último surto ocorreu em 1997, inclusive com mortes no país e no Estado. Até 1999, o Rio Grande do Sul ainda registrava casos autóctones, ou seja, contraídos em solo gaúcho. Toda a região das Américas é considerada livre da doença desde 2016. No entanto, se o vírus continuar circulando, este status poderá ser perdido:

– Para não perdermos esse certificado, precisamos interromper esta circulação. Quando a gente acompanha os casos no país, sempre identificamos o genótipo para ver se é o mesmo vírus. O primeiro caso de sarampo no Estado este ano é de uma criança que contraiu a doença na Europa. Em Porto Alegre, os casos são associados à Amazônia e Roraima. Se continuarem circulando por 12 meses, serão considerados autóctones e poderemos perder o status de livre da doença – explica a chefe do Centro Estadual de Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde, Tani Ranieri.

A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola passou a ser aplicada em 1997 e é indicada no calendário básico quando a criança completa um ano. Aos 15 meses, a criança deve ser imunizada com a vacina tetraviral, que protege contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela. A vacina está disponível na rede pública durante todo o ano.

Orientação para continuar a campanha
Está em andamento a campanha de vacinação contra o sarampo e a poliomielite, com o objetivo de evitar que as doenças voltem a se alastrar pelo território brasileiro. A campanha termina oficialmente nesta sexta-feira (31), mas a Secretaria Estadual de Saúde orienta que os 298 municípios que ainda não atingiram a meta abram os postos no sábado (1º). Em Porto Alegre, a campanha foi prorrogada por 15 dias, e o Dia D, com unidades de saúde abertas no sábado, ocorrerá no próximo dia 15.

Em Canoas, as unidades de saúde Concoban, Guajuviras II, Mathias Velho e Prata estendem a campanha até sábado (1º). Novo Hamburgo continua com a campanha de vacinação até o dia 14.

Quem deve receber a vacina
A campanha é focada em crianças de um a cinco anos incompletos – neste caso, a Secretaria de Saúde orienta que mesmo as crianças com o esquema vacinal completo recebam uma dose extra. Os adultos ou crianças mais velhas que não tiverem o calendário completo também podem procurar os postos de saúde.

– A doença é mais grave principalmente em crianças. É muito comum que pais ou mães não tenham tido contato com o sarampo, então, de maneira simplificada, podemos dizer que não passam muitos anticorpos para os filhos. Com a vacina, a titulação de anticorpos é menor do que se a pessoa tivesse contraído a doença, então algumas crianças recebem defesa por alguns meses enquanto estão amamentando. Nós pedimos que os pais levem seus filhos para vacinação — alerta Tani.

No caso da poliomielite, a vacina é indicada para crianças menores de um ano em três doses: aos dois, aos quatro e aos seis meses de idade. Depois, a criança deve receber dois reforços da vacina oral, aos 15 meses e aos quatro anos. Não há casos desta doença confirmados no Rio Grande do Sul.

*Gaúcha

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